RESUMO
A AMATRA XV realizou, via programa TJC, uma capacitação para professores em Sumaré/SP focada em direitos trabalhistas, cidadania e os riscos da informalidade digital. O evento, conduzido pelas juízas Karine Abreu e Paula Silva, preparou os docentes para levarem temas como a importância da CLT e o pensamento crítico aos alunos do 9º ano, reforçando o papel da escola na formação de cidadãos conscientes para o mercado de trabalho.
Na última sexta-feira, 24/4, a Coordenadoria Regional do Programa Trabalho, Justiça e Cidadania (TJC), no âmbito da AMATRA XV, realizou um evento de capacitação para cerca de 20 professores da Escola Municipal de Ensino Fundamental “Nilza Thomazini”, em Sumaré/SP.
Durante a atividade telepresencial, as Juízas do Trabalho Karine Vaz de Melo Mattos Abreu (Diretora Administrativa e Financeira da ESMAT 15) e Paula Cristina Caetano da Silva abordaram o tema “CLT: Por quê? Para quem? Para quê?”.
Em sua fala, a Juíza Paula Caetano destacou que os direitos trabalhistas são conquistas históricas de lutas sociais. Ela também alertou para os perigos do trabalho infantil, incluindo o fenômeno dos influenciadores mirins, e reforçou a importância de programas como o Jovem Aprendiz e de debates atuais, a exemplo da redução da jornada 6x1, para garantir o bem-estar e o futuro dos trabalhadores.
Dentre outros temas, a magistrada Karine Vaz tratou dos riscos da informalidade e das falsas promessas de enriquecimento digital, discorrendo sobre a formalização via MEI e os benefícios do INSS. Ela enfatizou que o pensamento crítico é essencial para que o jovem não se torne "massa de manobra", permitindo escolhas conscientes que priorizem a dignidade, o equilíbrio pessoal e a proteção jurídica.
Após as exposições, o coordenador de Ciências Humanas, Reginaldo Santos da Silva, compartilhou que é comum alunos questionarem por que a escola não ensina a "ganhar dinheiro". Em resposta, ele reforçou que a instituição prepara para a vida e para a cidadania, competências essenciais para qualquer relação profissional. Complementando a reflexão, a juíza Paula Caetano pontuou que a "educação bancária", focada estritamente na formação de mão de obra, muitas vezes impede que o estudante perceba a conexão entre o aprendizado básico e o mercado de trabalho.
A capacitação dos professores é a primeira etapa do TJC nas escolas. No segundo momento, os docentes aplicarão o conteúdo aos alunos do 9º ano. No final do ano, ocorrerá a culminância do projeto com a apresentação dos estudantes.
A servidora do Ministério Público do Trabalho, Marcelle Paro, filha da Desembargadora Adriene Sidnei de Moura David, também acompanhou a atividade.
O Programa TJC é coordenado regionalmente pelo Diretor Cultural e de Cidadania da AMATRA XV, Desembargador Fábio Bueno de Aguiar. As atividades desenvolvidas em Sumaré contam com o patrocínio da empresa Belgo Arames.